Garçom, batata frita, um chope e um strike, por favor
Boliche é um dos melhores esportes do mundo. Um dos poucos em que o doping não só é autorizado como estimulado. Quanto mais chopes vão descendo, maior a diversão, melhor o desempenho. Sinuca também combina bem com cerveja, mas sou ruim pra caramba, então o negócio é pedir uma porção de fritas, um chope e... um strike.Voltei há pouco do boliche copo sujo Lucky Strike, no final da Asa Norte. Nada de sapatinhos coloridos, as bolas totalmente deformadas, cordinhas pra levantar os pinos. Saudades do Venâncio 3000, onde nem cordinhas havia, só um cara lá atrás pegando os pinos e recolocando no lugar, alvo fácil pra bolas lançadas com precisão cirúrgica contra suas canelas. E, comprovando que os strikes são diretamente proporcionais à quantidade de álcool no sangue (ou inversamente proporcionais à quantidade de sangue no álcool), minha terceira e derradeira partida foi disparada a melhor. Terminei com três strikes seguidos, marcando incríveis 129 pontos - será que atingi o índice pras Olimpíadas de Atenas? Pena que meu grande amigo Camelo não estava lá pra eu dizer a célebre frase: "When you see the X, remember the King!".

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