Mamma mia
Todos os dias da minha vida, tenho que agradecer a mãe maravilhosa que tenho. Dizer que ela me ama é um eufemismo. É impressionante, emocionante, o que essa mulher quase divina faz por mim e por tantos outros que têm a sorte de conhecê-la. Sinto-me como na famosa escultura Pietá, de Michelangelo, afagado e aquecido eternamente, no colo daquela que não só me trouxe ao mundo, mas me acompanha a cada batida do meu coração e enche minha existência de amor.Neste fim de semana, mamma teve que passar por uma cirurgia para extrair o útero e os ovários. Tudo correu bem e, após duas noites no hospital, ela já recebeu alta. Estive com ela nesta última noite e, claro, durante boa parte do fim de semana. Embora a cirurgia seja rotineira para os médicos e os prognósticos fossem excelentes, passei por alguns momentos de ansiedade. No entanto, poder estar ao seu lado e cuidar dela, retribuir um pouquinho a imensidão de coisas boas que ela já me deu, foi uma excelente experiência. Vê-la dormindo, ainda frágil após a operação, sabendo que o filho agora era quem olhava por ela, numa inversão de papéis, me deixou feliz, ciente de que sim, eu também sou uma pessoa boa, que bebeu, e ainda bebe, de uma fonte inesgotável de bondade.
Mamma, eu te amo tanto, tanto... E sei que o amor que insiste em pulsar em mim, mesmo nas horas mais escuras, nos becos aparentemente sem saída dessa vida, é mero herdeiro de um amor sem igual. Um amor tão absurdamente puro, sem nada pedir em troca, que me faz chorar o choro mais lindo a existir, de lágrimas que quando rolam no meu rosto brilham intensas pela alegria que tenho de ser seu filho. Obrigado, mãe. Muito obrigado.
Na foto, minha mãe ladeada pelas noras, netos e por um dos meus irmãos

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