Amigos alcoólicos

Beber cerveja é uma arte que comecei a desenvolver há cerca de 15 anos, quando ingressei num curso na UnB em que essa atividade é pré-requisito: Comunicação. Lá, conheci uma galera divertidíssima, unida até hoje, que foi minha aliada nessa aventura pelo mundo da bebida alcoólica fermentada à base de cevada.
Bem, os anos foram passando, e, não sei bem quando, iniciou-se uma tradição que tem tudo para tornar-se milenar: o AMIGO ALCOÓLICO. Todos os anos, nos reunimos para celebrar nossa paixão irrestrita à cerveja, à cachaça, ao vinho, ao uísque, enfim, a tudo que transforma nossos neurônios em loucos ensandecidos saltando em nosso cérebro. Cada um leva um exemplar desses líquidos fantásticos, sorteamos na hora nosso amigo alcoólico, trocamos os presentes, bebemos, bebemos e bebemos. Foi realmente uma idéia brilhante esse amigo alcoólico. E deixo aqui a pergunta: quem foi o gênio que teve essa idéia? Estava sóbrio ou encachaçado quando surgiu essa fabulosa revelação?
Há uma semana, realizamos mais uma edição do amigo alcoólico. Agora abrilhantada pela presença de nossa chopeira, devidamente abastecida pelo chope da Stadt Bier. Pena que os 15 litros que compramos foram embora rapidinho. Ah, essa é a chopeira que citei em um texto antigo do blog. Somos dez ébrios sócios que têm os direitos etílicos sobre o equipamento (confiram na foto abaixo). Ele roda por aí em churrascos, festas e confraternizações. Outra idéia brilhante, a aquisição desse instrumento de embriaguez. Esta de autoria do Julio, um digno apreciador de cerveja e afins, capaz de sorver as piores porqueiras pelo simples prazer de experimentar toda e qualquer bebida nesse mundo que contenha álcool. É ele que aparece na foto acima, um pouco atrás de mim, dando nítidos sinais de que já não havia muito sangue no seu álcool naquele momento.
Essa saga alcoólica muito foi enriquecida com o surgimento de variedades até há pouco tempo desconhecidas da maioria dos pobres mortais, como as cervejas de trigo, hoje popularíssimas. Eu, particularmente, hoje me deleito com exemplares como a Bohemia Weiss, a Erdinger e a melhor de todas que conheci até o momento: a Paulaner.
Na foto, estou exibindo outra variedade, a Red Ale, nesse caso da Baden Baden, cervejaria tupiniquim produzida em Campos do Jordão. Pena que não pude apreciá-la devidamente no dia, porque, enquanto entregava o presente que comprei para meu amigo alcoólico Guber – três exemplares da Eisenbahn (weiss, pilsen e dunkel) –, outros companheiros etílicos (Bruno, Julio e sei lá que outros ladrões de cerveja) trataram de não deixar gota sobre gota do presente que a Dri me deu.
Toda essa evolução cervejeira chegou a níveis divinos, a ponto de surgir a belga Deus. Não sei se é boa, e provavelmente nunca vou saber, porque 200 reais por 600ml de cerveja eu não desembolso nem completamente alcoolizado.
Quem quer conhecer mais sobre nossa amiga-amante cerveja pode dar uma navegada pelo site @ cerveja (www.acerveja.com.br), que descobri agora e parece bem interessante. Ele esclarece, por exemplo, a diferença entre chope e cerveja e derruba mitos como o da importância da água no gosto da cerva. Abaixo, uma piada extraída do site.
É isso, amigos. Saúde! Cheers! Ucarasbarremim!
Dois bêbados estavam no bar há mais de três horas enchendo a cara, até que um pergunta pro outro:
-Onde é que você mora?
-Eu moro aqui na rua do lado...
-Porra! Eu também... Mas nunca te vi por aqui...
-Minha casa é a da esquina...
-PORRA! A minha também é na esquina...
-A minha é aquela amarela...número treze.
-Péra lá! Mas essa é minha casa, porra!
-Não senhor! É muito minha!
Então resolveram solucionar este mistério e foram os dois na direção da tal casa:
-É aqui que eu moro!
-IMPOSSÍVEL! Quem mora aqui sou eu!
-CARAMBA! Se eu tô falando que moro aqui é porque moro!
-De jeito nenhum!Tá me chamando de mentiroso?
-To sim, essa casa é minha!
-Não, é minha!
-Minha!
-É minha!
E ficaram os dois naquele papo furado ate que a porta se abre, uma senhora aparece puta da vida e diz:
-BONITO, né! Pai e filho bêbados discutindo no portão!

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