sexta-feira, março 18, 2005

Videokê

Minha vida é um livro aberto, eu não devo nada a ninguém. Então digo logo: fui a um videokê outro dia. E não foi a primeira vez. Já fui várias! E sempre foi legal!

É aquela história: você chega olhando pros lados, sorrateiramente, torcendo pra que ninguém conhecido te veja entrando. Foi assim na semana passada: Space Bar, na quadra do Na Venda, risco-país altíssimo de ser pego no flagra. Entrei lá, só duas amigas do trabalho, uma mesa com quatro pessoas, os garçons, derrota total, perspectiva de noite-fiasco. Mas não é que fiquei lá até 3h da matina?! E me diverti muito, muito, muito!

Acabou juntando uma galera, mais de dez pessoas na mesa, cantamos músicas ridículas, dançamos, tomamos cerveja, pagamos todos os micos possíveis e imagináveis. Fantástico!

Videokê também atrai umas figuras. Dois caras que devem ter ido direto pra lá do trabalho (ninguém sai de terno, eu acho), tentando pegar umas minas da mesa do lado, cantando músicas do quilate de Robocop Gay, dos Mamonas Assassinas, amarrando a gravata na cabeça. Outro cara sozinho – SOZINHO! – numa mesa, cantando só músicas de fossa – cantava bem, até –, e eu às vezes penso que tô mal. Quer dizer, nem sei, o cara podia estar se divertindo pra caramba, ser superfeliz, não vou julgar. Mas PELAMORDEUS!, sozinho num videokê, putz, não desejo isso pra ninguém, não!

Videokê é bacana. Eu recomendo. Mas não custa lembrar: olhe bem pros lados e tenha certeza de que ninguém te viu entrando.