Salve o esporte!
Passei a tarde hoje assistindo à abertura das Olimpíadas de Atenas. Belíssima, embora monótona em alguns momentos. O que vale mesmo, no entanto, é o final, quando a pira olímpica é acesa. Amante do esporte que sou, fico profundamente emocionado nesse momento. Os olhos inundados, vendo os últimos atletas carregando a chama, o público alvoroçado, os atletas que acabaram de desfilar mal contendo a excitação de estar ali. É muito mais do que sensacional. A espinha gela como quando o amor da sua vida cruza seu caminho.
Essa celebração de paz, solidariedade e integração entre os povos que o esporte promove me enche de otimismo, me faz acreditar que esse mundo tem salvação. Minha vida toda, seja como jornalista ou como praticante das mais diversas modalidades, experimentei as maravilhas que o esporte promove, uma função social importantíssima, mas infelizmente ainda pouco valorizada. Tanta gente sofrida, que escapa de uma vida desgraçada ao tornar-se atleta. E, mesmo que o esporte não vire uma profissão, ele inspira valores tão legais que te fazem uma pessoa melhor.
Quando eu era universitário e fingia que estudava jornalismo na UnB, tive a sorte de participar dos jogos internos da universidade, os mundialmente famosos JIUnB's. Fiz ali alguns dos melhores amigos da minha existência, gente que me acompanha até hoje. Cheguei até a jogar pólo aquático - mal conseguia evitar meu próprio afogamento, é cansativo demais! -, tamanho era meu entusiasmo em participar. O esporte causa isso, deixa você alucinado de alegria. Nunca vou parar, é um alimento essencial para minha sobrevivência.
Durante as próximas duas semanas, vou me esbaldar acompanhando os atletas das 202 nações que estão representadas em Atenas, torcendo feito um louco pelo Brasil, rindo e chorando, sentindo o raro orgulho de ser humano.

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