terça-feira, dezembro 14, 2004

Tudo de ruim

Num intervalo de uma semana, consegui ir a duas festas horrorosas. Deprimentes mesmo. A primeira delas me deixou puto. A segunda, em choque. Que merda, não acerto mais as boas festas dessa cidade? Ou elas acabaram? Onde foi todo mundo? O último a sair, fecha a tampa da privada!

Primeiro, foi a morte da Quarta Vinil, no Gate's. Agora, no último sábado, a churrascaria da Galeria dos Estados onde já curti festas de black music sensacionais estava às moscas, e nenhuma delas tinha cabelo black power! Frustrante. Tinha mais carros do lado de fora do que gente na pista. Parece que as pessoas foram lá levando outros carros a reboque. E pude ver como a churrascaria é grande. Nas outras festas, só conseguia ver gente, e mais gente, pra todos os lados, a menos de um palmo do meu nariz. Coitado do DJ que veio de São Paulo pra animar a pista. Eu e meus amigos Zé Gotinha Cagalhão e Coala Gay da Austrália contamos até dez e saímos, sem olhar pra trás.

Exatos sete dias antes, tínhamos ido ao Arena pra outra festa. Na véspera, o sambão estava maneiro, a expectativa era alta. Quêquêquéoquê!? Aquilo ali tava pior que porre de catuaba selvagem. Uma galera nada a ver, melhor dizendo, nada que eu queria ver, nada que ninguém merece ver! E a música! Ah, a música. Porcaria. Total. Irrestrita. Fétida. Destruidora de tímpanos. Atentado ao bom gosto. Just crap, pure and simple. Pra completar o cenário dos infernos, um telão com slide show de fotos do churrasco da tia-avó do DJ ou de alguém que organizou aquela joça, é só o que eu posso supor. Deprê. Desce um Valium.

Mas eis que eu descubro o motivo de duas derrotas consecutivas, quase me levando ao rebaixamento. O Zé Gotinha é um pé frio desgraçado! Nunca sai com a gente, tá sempre enfermo ou trabalhou feito um condenado das oito às dez, ficou cansadinha. Sai duas vezes seguidas, e o que encontramos: bombas, daquelas com alto poder de destruição! Cagalhão, cartão vermelho pra você!