Obrigado
Hoje foi o primeiro dia do resto da minha vida. Talvez seja cedo demais pra dizer isso, justo eu, que tanto gosto de mudança, que tantas andanças já tive. Mas é isso que sinto. Mais, é isso que quero.
Foi emocionante hoje ver meus pais, sorridentes, emocionados, assistindo à minha posse como jornalista na Câmara dos Deputados. Eles a quem devo tudo, não só minha vida, mas todo o amor que me faz seguir em frente acreditando. E, mais que nunca, eu acredito. Em mim, na felicidade, na possibilidade de fazer diferença, de deixar um legado para os filhos que terei, um legado que espero ser de amor, de bondade, de felicidade.
Muito eu já chorei por desespero, desesperança, angústia. Muito eu já duvidei de que era capaz, de que valia a pena, de que fazia sentido. Não mais. Mesmo sabendo que nessa vida dúvidas são inevitáveis, que tristeza e lágrimas sempre se fazem presentes, eu agora carrego comigo a certeza de que as curvas do caminho não me desviam do meu destino, que está lá porque lá o coloquei, porque por ele optei, porque está dentro do meu coração.
Choro agora, um choro que lava, me deixa transparente. Um choro que gostaria que todos chorassem. Estou vivo, e agradeço cada segundo, cada pulsação, cada suspiro. Obrigado, muito obrigado.
Quero morar em Nova York
Tem horas que viver em Brasília é foda. Mesmo com a oferta de cultura melhorando a cada ano, continuamos sem receber os principais shows e espetáculos de teatro, dança e tudo o mais. E tem coisas que nunca, nunquinha mesmo, rolarão por aqui. Como o show que o U2 fez próximo à ponte do Brooklyn, em Nova York.
Tava vendo ontem a MTV mostrando a bagunça que os irlandeses causaram em Manhattan para lançar seu último álbum,
How to dismantle an atomic bomb. Primeiro, eles rodaram a cidade em cima da carreta de um caminhão cantando uma música nova, para a gravação de um clipe. Aproveitaram e tocaram outras músicas. Chegaram a chamar um gaiato que estava nas ruas e disse que tocava bateria. O cara subiu na carreta e destruiu a batera acompanhando os caras em
I Will Follow, se não me engano. Foi o dia da vida do sujeito. E a galera nas ruas ia ao delírio, sem acreditar que Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. estavam passeando pela ilha. Enquanto isso, as rádios anunciavam o show ambulante para aumentar a confusão na cidade.
Depois disso, eles estacionaram em um palco à beira da ponte do Brooklyn e mandaram ver um showzaço que começou à tarde e terminou à noite. Cara, como uma amiga minha diria, assistir a um show desses mudaria minha vida. Mas, antes, eu preciso mudar pra algum lugar onde possa ser surpreendido por algo parecido. Nova York, Londres, Paris, Los Angeles, sei lá. Um dia pelo menos na vida tenho que ver um troço desses sem ser pela televisão.