sexta-feira, fevereiro 24, 2006

I can't believe that show on Monday


Não sei se foi o melhor show da minha vida, mas chegou perto. Oito anos depois, voltei ao Morumbi pra ver a banda que mais admirei nos meus 32 anos de vida. Gosto de tantas outras, até mais do que o U2 no momento, mas esses caras da Irlanda são fantásticos, resistem ao tempo, se renovam, são lendas do rock, do pop, da música.


Depois de realizar um sonho antigo, alimentado desde o lançamento de The Joshua Tree, em 1987, ao assistir ao espetáculo de 1998 também no Morumbi, não perderia de maneira alguma esse novo show, que superou o primeiro, sem dúvida. Pra completar, dessa vez estava ao lado da minha alma gêmea. E de amigos fantásticos, que fizeram com que a adrenalina e o êxtase de estar lá fossem ainda maior. Não chorei, mas delirei, fiquei feliz demais de viver um momento como esse, de viver, enfim.



Nos últimos tempos, tenho tido o privilégio de assistir a shows sensacionais, quase sempre acompanhado de pessoas maravilhosas. Tudo começou com uma viagem do caralho para ver o Iron Maiden no Pacaembu, em janeiro de 2004, junto com meus caros amigos joselitos do Totalmente Sem-Noção (aí em cima). Já no ano passado, vi Barão Vermelho duas vezes, uma delas no Porão do Rock, em que também curti Pato Fu e Los Hermanos. Los Hermanos que também fizeram um fantástico pocket show que vi na Fnac. Teve também Ultraje a Rigor acústico (???) na AABB. Em outubro, Strokes, Morcheeba, Kings of Leon, Vanessa da Mata no espetacular Tim Festival no Rio, novamente com o amor da minha vida (foto lá embaixo). E, em dezembro, nova viagem com os amigos joselitos, dessa vez ao Rio, para a apoteose do Pearl Jam.


Não dá nem pra descrever o prazer que é ouvir música, dançar, pular, enlouquecer ao som das bandas que a gente venera. Já vai longe o tempo em que fui iniciado no mundo dos grandes espetáculos, ao assistir ao Rock in Rio 2, em 1991. E certamente esse tempo vai muito longe ainda, porque, haja o que houver, vou me esmagar no meio da multidão pra ver showzaços como o do U2 até que a morte me separe desse mundo.