I can't believe that show on Monday

Não sei se foi o melhor show da minha vida, mas chegou perto. Oito anos depois, voltei ao Morumbi pra ver a banda que mais admirei nos meus 32 anos de vida. Gosto de tantas outras, até mais do que o U2 no momento, mas esses caras da Irlanda são fantásticos, resistem ao tempo, se renovam, são lendas do rock, do pop, da música.
Depois de realizar um sonho antigo, alimentado desde o lançamento de The Joshua Tree, em 1987, ao assistir ao espetáculo de 1998 também no Morumbi, não perderia de maneira alguma esse novo show, que superou o primeiro, sem dúvida. Pra completar, dessa vez estava ao lado da minha alma gêmea. E de amigos fantásticos, que fizeram com que a adrenalina e o êxtase de estar lá fossem ainda maior. Não chorei, mas delirei, fiquei feliz demais de viver um momento como esse, de viver, enfim.

Nos últimos tempos, tenho tido o privilégio de assistir a shows sensacionais, quase sempre acompanhado de pessoas maravilhosas. Tudo começou com uma viagem do caralho para ver o Iron Maiden no Pacaembu, em janeiro de 2004, junto com meus caros amigos joselitos do Totalmente Sem-Noção (aí em cima). Já no ano passado, vi Barão Vermelho duas vezes, uma delas no Porão do Rock, em que também curti Pato Fu e Los Hermanos. Los Hermanos que também fizeram um fantástico pocket show que vi na Fnac. Teve também Ultraje a Rigor acústico (???) na AABB. Em outubro, Strokes, Morcheeba, Kings of Leon, Vanessa da Mata no espetacular Tim Festival no Rio, novamente com o amor da minha vida (foto lá embaixo). E, em dezembro, nova viagem com os amigos joselitos, dessa vez ao Rio, para a apoteose do Pearl Jam.
Não dá nem pra descrever o prazer que é ouvir música, dançar, pular, enlouquecer ao som das bandas que a gente venera. Já vai longe o tempo em que fui iniciado no mundo dos grandes espetáculos, ao assistir ao Rock in Rio 2, em 1991. E certamente esse tempo vai muito longe ainda, porque, haja o que houver, vou me esmagar no meio da multidão pra ver showzaços como o do U2 até que a morte me separe desse mundo.
Gênese do brega

A leitura dos emocionados relatos de uma roubada sensacional em que se meteram meus amigos Felipe
Joselito Campbell, Carol
Repórter Azul Nogueira e Fernanda Nardelli me inspirou a escrever sobre o show imperdível da banda
Gênese a que assisti na última sexta-feira, em um baile de formatura realizado
em Goiânia. Por coincidência, no mesmo dia em que os citados companheiros se metiam no submundo da esquisitice para prestigiar o
Metrô da Virginie.
Não havia nenhum afrodescendente no grupo, mas o repertório da performática banda era um samba do crioulo doido. Começaram com as versões romena e brasileira de “Festa no apê” – você perdeu, Felipe! –, pularam pras brasileiras “Vou deixar” e “Do seu lado”, tocaram algumas dos anos 70, axé, mais funk, misturaram alhos com bugalhos e a galera adorou! Mas o que faz a diferença entre essa banda genial e outras tantas que já vi em bailes é a produção dos caras, as fantasias, alegorias e adereços que eles levam para o palco.
No início, os dançarinos estavam com roupas de pilotos de motocross. Na sessão anos 70, rapazes e raparigas trajavam fantasias bregas cintilantes. Num momento pseudo-rock’n’roll, em que uma dupla de cabeludos tocou uma balada melosa que nunca tinha ouvido em minha vida, um dos dois usava jeans metodicamente rasgados e o outro, se não me falha a memória, estava com calça preta de couro e uma pose de Sebastian Bach – lembram do vocalista do Skid Row? – de dar pena.
O auge do espetáculo, no entanto, ainda estava por vir. Eis que cinco caras sem noção entram no palco vestidos de índio, caubói, policial, operário e piloto de Harley Davidson para entoar os clássicos do Village People “Macho Man” e “YMCA”, com coreografia fiéis e levando a galera à loucura! Acho que nem os originais fariam melhor. Faltou apenas um cara vestido de soldado, mas nem precisava. Sucesso absoluto! Totalmente excelente! Tenho que ir a mais bailes de formatura em Goiânia.
P.S.: A Paula descobriu o site da banda (
bandagenese.com.br) e eu achei a foto abaixo, com a galera de roupa de motocross. Aposto que vários dos meus leitores agora vão contratá-la pra festinhas aqui em Brasília.

Palco do show
Nunca na minha vida pensei que fosse casar num local chamado
Mansão Cristal. Mas agora isso é o que mais desejo, ansiosamente espero, e é esse mesmo o nome do salão onde vou desposar
Paula Giovanna no dia 22 de abril de 2006, em Goiânia. E, como havia prometido dar mais detalhes sobre o casório, abaixo estão fotos da tal mansão. É grande pra caramba, mas tinha de ser, afinal, as famílias
Guimarães e
Ribeiro, de minha futura mulher, têm mais ou menos metade dos habitantes de Goiás e Minas Gerais. Ainda assim, acho que vai dar pra acomodar uma meia dúzia de convidados meus na festa.
Agora, vamos ao que interessa: vai ter muita comida, muita bebida (uísque Red Label, cerveja e, provavelmente, caipirinha para os afeitos aos deleites do álcool) e música boa pra dançar (destaque para o rock'n'roll, mas haverá também outros ritmos para satisfazer todos os convidados, com exceção de sertaneja, eletrônica e hip hop, eca!). No site do salão (
www.buffetcristal.com.br), consta o cardápio do bufê. É coisa pra caramba, ainda não escolhemos o que vamos oferecer aos convidados (fizemos apenas uma degustação, temos muito o que comer até tomar essa decisão), mas vale a pena dar uma olhada pra ter idéia do que vai ser o rango (vale opinar, só não digo que levaremos a sugestão em consideração).
Os convites pra festança já saíram da gráfica e daqui a pouco estarão sendo distribuídos, quentinhos, para os eleitos. Fiquem calmos, controlem a ansiedade, mas já reservem grana para comprar bons presentes para os noivos. Além do show do U2, nenhum outro evento em 2006 terá a magnitude do casamento de
Paula Giovanna e
Marcos Adriano.

Amigos alcoólicos

Beber cerveja é uma arte que comecei a desenvolver há cerca de 15 anos, quando ingressei num curso na UnB em que essa atividade é pré-requisito:
Comunicação. Lá, conheci uma galera divertidíssima, unida até hoje, que foi minha aliada nessa aventura pelo mundo da bebida alcoólica fermentada à base de cevada.
Bem, os anos foram passando, e, não sei bem quando, iniciou-se uma tradição que tem tudo para tornar-se milenar: o
AMIGO ALCOÓLICO. Todos os anos, nos reunimos para celebrar nossa paixão irrestrita à cerveja, à cachaça, ao vinho, ao uísque, enfim, a tudo que transforma nossos neurônios em loucos ensandecidos saltando em nosso cérebro. Cada um leva um exemplar desses líquidos fantásticos, sorteamos na hora nosso amigo alcoólico, trocamos os presentes, bebemos, bebemos e bebemos. Foi realmente uma idéia brilhante esse amigo alcoólico. E deixo aqui a pergunta: quem foi o gênio que teve essa idéia? Estava sóbrio ou encachaçado quando surgiu essa fabulosa revelação?
Há uma semana, realizamos mais uma edição do amigo alcoólico. Agora abrilhantada pela presença de nossa
chopeira, devidamente abastecida pelo chope da
Stadt Bier. Pena que os 15 litros que compramos foram embora rapidinho. Ah, essa é a chopeira que citei em um texto antigo do blog. Somos dez ébrios sócios que têm os direitos etílicos sobre o equipamento (confiram na foto abaixo). Ele roda por aí em churrascos, festas e confraternizações. Outra idéia brilhante, a aquisição desse instrumento de embriaguez. Esta de autoria do Julio, um digno apreciador de cerveja e afins, capaz de sorver as piores porqueiras pelo simples prazer de experimentar toda e qualquer bebida nesse mundo que contenha álcool. É ele que aparece na foto acima, um pouco atrás de mim, dando nítidos sinais de que já não havia muito sangue no seu álcool naquele momento.
Essa saga alcoólica muito foi enriquecida com o surgimento de variedades até há pouco tempo desconhecidas da maioria dos pobres mortais, como as cervejas de trigo, hoje popularíssimas. Eu, particularmente, hoje me deleito com exemplares como a
Bohemia Weiss, a
Erdinger e a melhor de todas que conheci até o momento: a
Paulaner.Na foto, estou exibindo outra variedade, a Red Ale, nesse caso da
Baden Baden, cervejaria tupiniquim produzida em Campos do Jordão. Pena que não pude apreciá-la devidamente no dia, porque, enquanto entregava o presente que comprei para meu amigo alcoólico Guber – três exemplares da
Eisenbahn (weiss, pilsen e dunkel) –, outros companheiros etílicos (Bruno, Julio e sei lá que outros ladrões de cerveja) trataram de não deixar gota sobre gota do presente que a Dri me deu.
Toda essa evolução cervejeira chegou a níveis divinos, a ponto de surgir a belga
Deus. Não sei se é boa, e provavelmente nunca vou saber, porque 200 reais por 600ml de cerveja eu não desembolso nem completamente alcoolizado.
Quem quer conhecer mais sobre nossa amiga-amante cerveja pode dar uma navegada pelo site @ cerveja (
www.acerveja.com.br), que descobri agora e parece bem interessante. Ele esclarece, por exemplo, a diferença entre chope e cerveja e derruba mitos como o da importância da água no gosto da cerva. Abaixo, uma piada extraída do site.
É isso, amigos.
Saúde! Cheers! Ucarasbarremim!Dois bêbados estavam no bar há mais de três horas enchendo a cara, até que um pergunta pro outro:
-Onde é que você mora?
-Eu moro aqui na rua do lado...
-Porra! Eu também... Mas nunca te vi por aqui...
-Minha casa é a da esquina...
-PORRA! A minha também é na esquina...
-A minha é aquela amarela...número treze.
-Péra lá! Mas essa é minha casa, porra!
-Não senhor! É muito minha!
Então resolveram solucionar este mistério e foram os dois na direção da tal casa:
-É aqui que eu moro!
-IMPOSSÍVEL! Quem mora aqui sou eu!
-CARAMBA! Se eu tô falando que moro aqui é porque moro!
-De jeito nenhum!Tá me chamando de mentiroso?
-To sim, essa casa é minha!
-Não, é minha!
-Minha!
-É minha!
E ficaram os dois naquele papo furado ate que a porta se abre, uma senhora aparece puta da vida e diz:
-BONITO, né! Pai e filho bêbados discutindo no portão!
Arrombaram meu carro
Que merda! Fui ao UK Brasil Pub ontem à noite ver um showzinho de rock e dar os parabéns para meu amigo Carlão, novo integrante da turma dos trintões, e, quando voltei para a quadra residencial onde havia estacionado meu Palio, eis que a maçaneta está quebrada, a fechadura danificada (acho que meteram uma chave de fenda pra abrir a porta) e tinham levado meus óculos escuros da Chilli Beans e a camisa da Taco que tinha comprado de presente para o aniversariante - foi mal, Carlão!
Puta que pariu, nessas horas dá vontade de ficar de tocaia esperando algum mané chegar perto de qualquer carro, surpreendê-lo e enchê-lo de porrada! Pelo menos não tinha mais nada de valor dentro do carro, tipo uma mochila com cem CDs. Mas sinto um preju considerável se aproximando para consertar a maçaneta. Liguei para a concessionária e o cara da lanternagem disse que, dependendo da extensão do dano, o conserto pode sair por uns 500 reais! Vai se fuder! E o idiota aqui levou o carro outro dia pra revisão, teve a chance de instalar um alarme, mas deixou pra depois, porque está gastando muito dinheiro com casamento e presentes de Natal, fora a própria revisão. Mas pagou 180 reais pra colocar película nos vidros, sendo que um colega meu da Câmara gastou 60 reais, um terço do que paguei, pelo mesmo serviço. Mas eu autorizei sem pensar, esquecendo que esse tipo de serviço em concessionárias é um roubo! Besta quadrada!
Bem, esse texto revoltado serve pra trazer meu blog de volta ao mundo dos vivos. Não se empolguem, porém, meus fãs incondicionais. Sabe-se lá se vou demorar mais seis meses pra escrever alguma coisa. Adiós, muchachos e muchachas!
Dor
Hoje faz quatro meses que meu pai morreu. No domingo, passei meu primeiro Dia dos Pais sem ele. Almocei com meus irmãos, meus sobrinhos e minha mãe, fui ao cemitério, fui ao chá de bebê de uma amiga, fui ao cinema. E, quando fui dormir, meu coração quase parou. Mas continuou batendo, embora a dor, que eu sinto agora, me faça quase querer que ele pare, como o do meu pai parou. Eu tremi de dor, e tudo o que eu queria era abraçar meu pai, pois ele também deve ter tremido de dor, e se eu pudesse abraçá-lo na hora, quem sabe ele pararia de tremer, e a dor passaria, e o coração continuaria a bater.
As imagens na minha mente são traiçoeiras. Elas se escondem, ficam algum tempo sumidas, mas, quando vêm à superfície, são tudo o que eu consigo ver. Não preciso fechar os olhos. Eu vejo meu pai, eu seguro sua mão, mas ela está fria. Ele não pode me ver, ele não pode me ouvir, seus olhos estão fechados. Eu ando de um lado para outro, eu volto lá, e nada mudou. Sua boca entreaberta, por onde saiu seu último suspiro, nada pode dizer quando eu digo que o amo muito. E eu carrego seu caixão até o túmulo, e eu digo quão pior está o mundo agora que meu pai se foi, e eu vejo o caixão descer, e ser coberto de terra, depois concreto e cimento, depois coroas de flores. E hoje resta uma lápide, uma placa, grama plantada em cima, e eu piso sobre o túmulo do meu pai.
Eu durmo, e eu choro. E sonho com meu pai. Mas mesmo no sonho eu sei que ele vai embora. E eu não posso fazer nada. Mesmo que eu continue dormindo. Ele está lá, mas não vai ficar.
O senhor e a senhora dos anéis

Se alguém ainda tinha dúvida, as alianças estão aí pra provar que estou falando sério. Ouro branco, escolha de muito bom gosto da Paula.
É muito emocionante ler os comentários de cada um de vocês que deixaram belas palavras (e algumas sacanagens) no blog. Leio e releio e sorrio sempre. Novos amigos, velhos amigos, amigos-irmãos, enfim, gente muito boa que eu amo e que dá signficado especial à minha vida e a cada conquista que alcanço.
Assim que for possível, vou marcar uma festa para reunir todos vocês e comemorar esse noivado. Talvez em agosto. Quem ainda não conhece a Paula terá esse grande prazer, quem já conhece terá o prazer renovado. Um prazer que eu tenho a sorte de experimentar todos os dias, pelo resto da minha vida.
Fiquem atentos ao blog que estarei fazendo atualizações com as novidades sobre o casório. Já estamos escolhendo local pro casamento e pra festa, logo, logo vocês saberão onde vai ser e poderão conferir as fotos. Uma coisa eu já adianto: vai ser bom demais!