quarta-feira, setembro 29, 2004

Sem limitações

Já estava indo dormir, mas vi uma coisa que me emocionou tanto que tive que vir ao computador escrever esse texto. Estou falando da cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de Atenas. Pra quem não sabe, eles começaram logo depois das Olimpíadas tradicionais e terminaram hoje. O Brasil foi muito bem, ficou em 14º lugar, com 33 medalhas, sendo 14 de ouro.

Na festa de encerramento, houve uma apresentação típica chinesa, chamada "Dança dos mil braços", que me deixou embasbacado. Sensacional, um efeito visual inacreditável. É uma prévia do que vai rolar nos Jogos de Pequim, em 2008. Pra quem gosta de dança, recomendo procurar o vídeo dessa apresentação, ou de alguma outra do mesmo tipo de dança. A sincronia, o efeito visual, a beleza são de tirar o fôlego.

No entanto, o que me emocionou mesmo foram os atletas paraolímpicos. Eu procurei acompanhar pela Internet e na tevê por assinatura o que estava rolando. Não pude ver nada ao vivo, por causa do trabalho, mas comemorei muito o desempenho dos brasileiros.

Minhas palmas, porém, não vão só para os nossos compatriotas. Ver gente do mundo todo, com todo tipo de deficiência, superar tantas dificuldades que enfrenta na vida para praticar esportes com tamanha dedicação e competência é de arrepiar. Chorei mesmo, ao ver as imagens de diversas competições, dos pódios, das pessoas maravilhosas que estavam lá na Grécia mostrando o que é força de vontade, alegria de viver.

Confesso que esses são meus maiores ídolos a partir de agora. Ádria Santos, cega, que em cinco Olimpíadas conquistou 12 medalhas no atletismo. Clodoaldo Silva (esse aí do lado), paraplégico, que só em Atenas ganhou seis ouros na natação. Os jogadores da equipe de futebol de cinco, todos cegos, que trazem para o Brasil a primeira medalha de ouro do futebol, masculino ou feminino, em Olimpíadas ou Paraolimpíadas (e ganhamos da Argentina, nos pênaltis, na final!).

Meus amigos, citando uma música maravilhosa do Coldplay, Deus pôs um sorriso em meu rosto. E no de cada um de vocês. Então, sorriam! Como esses fantásticos atletas paraolímpicos.