Bolo de álcool
2 ovos
500g de farinha de trigo
100g de maizena
4 doses de uísque
7 tequilas
10 cervejas
1 litro de vodca misturada com energético
5 smirnoff ice
Misture tudo, menos os três primeiros ingredientes, totalmente dispensáveis, beba ao longo de umas quatro horas e esqueça tudo, literalmente!
Respirando por aparelhos
“Quem matou o blog do Quito?”, perguntam meus leitores irados. Ele não morreu, só está vivendo numa bolha, isolado da sociedade corrupta e cheia de germes.
A verdade é que tenho trabalhado muito, parece até que voltei pra escravidão do Correio Braziliense! Mas tem muita diferença. Apesar das nove, dez horas de trabalho diárias que tenho experimentado várias vezes, a empresa onde estou agora é séria, tenho feriados, fins de semana, um bom salário e excelentes chefes (não é puxação de saco, minhas chefes nem sabem da existência desse blog, não vão ler o texto).
A empresa é tão legal, tão legal, que vai fazer uma confraternização de fim de ano com os funcionários dos três escritórios, São Paulo, Rio e Brasília, levando todo mundo pra uma festa de amigo oculto e dois dias em um hotel-fazenda, não sei se no Rio ou em Sampa, com tudo pago, inclusive as passagens. Muito bacana!
Pois é, hoje estou de molho em casa, um pouco de estafa por estar trabalhando muito, e aproveito pra tirar meu blog do necrotério. Tava lá por engano, respirando com dificuldades dentro daquela sacola com zíper onde colocam os mortos, ninguém reconhecia o corpo, foi ficando, foi ficando... E eis que eu o resgatei!
P.S.: A receita de bolos aí em cima é porque estou sem assunto. Não tentem fazer em casa.
O mal da expectativa
Vivemos cheios de expectativas. Expectativas sobre grandes temas, como encontrar a mulher ou homem perfeito, ter o trabalho dos sonhos, comprar uma casa ou apê maravilhoso. E expectativas do dia-a-dia, como ver um ótimo filme, ter uma exibição de craque no futebol ou no tênis, divertir-se como nunca em uma festa. A gente espera tudo, sempre mais, sempre o melhor. E isso é uma merda.
Porque ficar com tantas expectativas só gera decepções. Nunca, nunquinha, as coisas serão exatamente como queremos. E vamos ficando frustrados, reclamando da vida, quando o erro está em nós mesmos.
A situação é ainda pior quando projetamos nossas expectativas sobre alguém, um amigo, uma namorada, um familiar. Mesmo que a pessoa aja de acordo com o que esperamos, está errado, é injusto querer que ela faça isso ou aquilo, pense assim ou assado, sinta o que sentiríamos no lugar dela. E, em geral, esperamos algo que dificilmente aquela pessoa fará, porque simplesmente ela não é daquele jeito. Depois nos achamos no direito de cobrar, de reprovar, de xingar.
Por causa disso, também ficamos muitas vezes nos moldando ao que os outros esperam de nós. Não posso fazer isso, o que minha mãe vai pensar? Isso está errado, meu grande amigo sabe-tudo disse que não é certo. Pô, sai pra lá!
Eu não consigo nem vou agir segundo as expectativas dos outros. Posso errar ou acertar, mas vai ser nos meus termos. Claro que não sou um egoísta escroto que não está nem aí para o que os outros falam, mas tenho que viver minha vida, fazer minhas escolhas, sem dar trela para as opiniões alheias. Caso contrário, vou ficar parado, pois nunca vai haver uma unanimidade, uns vão dizer x, outros y, e eu provavelmente querendo z, fodeu.
Só tenho que aprender a aplicar essa regra para os outros também. Aceitar que ninguém vai agir necessariamente dentro dos meus parâmetros. Se eu me decepcionar, o problema é meu, não do outro. Ele vai arcar com as conseqüências de seus atos, quer sejam bons ou ruins pra ele, e eu não tenho nada que me incomodar.
Fique na sua, cara! É isso o que tenho a dizer. Mas, obviamente, para o seu bem, ignore minha opinião. Ou vai acabar se decepcionando...