quinta-feira, dezembro 30, 2004

Vento do mar no meu rosto

Leblon, Copacabana e Ipanema, eu tava aí ontem!
Fui ao Rio e já voltei. Vapt-vupt. Sai daqui às 11h de terça e às 21h de quarta já desembarcava em BsB, debaixo de chuva. Estive lá por apenas 30 horas, mas foram boas demais!

A razão de passagem tão efêmera foram meus compromissos profissionais: um frila que estou fazendo, com prazo apertado, e os acertos para tomar posse como jornalista na Câmara dos Deputados em 19 de janeiro (exames, testes, documentos etc.) Aliás, foi por ter saído a nomeação que resolvi de última hora ir para o Rio. Pensei cá com meus botões: eu mereço!

Já o que me levou à beira do Atlântico foi o casamento de um amigão meu, quase de infância. Na verdade, ele já tinha casado, mas fez uma festa na praia, em Ipanema, com os amigos mais próximos. Muitos amigos das antigas, com quem felizmente ainda mantenho contato, estavam lá. Bom pra caramba.

Montaram umas tendas na areia, com uma cerca feita de galhos e folhas de palmeira (ou coqueiro), cangas espalhadas pelo chão pra galera sentar, algumas cadeiras, um bufê bem legal, bastante bebida (fiquei a noite toda à procura da batida perfeita, e concluí que a melhora era a de coco) e música ambiente com Gisa Pithan, uma cantora maneira aqui de Brasília que está tentando a carreira no Rio.

Lá pras tantas, umas 3h30 da madruga, eu, dois amigos e duas amigas resolvemos que tava a maior lua e o mar nos chamava. Entramos de roupa e tudo (os homens usavam bermuda e camisa, as mulheres, vestido ou saias simples e blusa, todo mundo de chinelos, afinal, era uma festa na praia). Tchibum! A maior onda. Voltamos pro apê ali pertinho, em Ipanema, encharcados e cheios de areia, quatro da matina. Sensacional!

No dia seguinte, às 9h, já estava de pé, pronto pra ir à praia, só com um pit stop pra tomar café da manhã no mercado antes. O sol, meus amigos, o sol estava rachando coco! Rio 30 e poucos graus! Uma caminhada na praia, uma água de coco, milho cozido e banho de mar, já nem lembrava que tinha tomado todas na noite anterior. Fiquei torrando no sol até as 15h30 (modo de dizer, passei Sundown 20 e fiquei a maior parte do tempo embaixo do guarda-sol, que essa minha tez de negão precisa de proteção). Aí, tive que levantar acampamento e me dirigir ao Galeão, porque tava bom demais pra ser verdade.

Resultado: estou de pilha renovadíssima pra quebrar tudo no Réveillon da Mormaii, amanhã! E, caras, o Rio de Janeiro continua lindo. Por mais chavão que seja, quando eu estava no ônibus frescão, do aeroporto pra Ipanema, passando por aqueles cartões-postais incríveis que eu não visitava há muito tempo, foi inevitável começar a cantarolar na mente a música de nosso ministro Gilberto Gil. Riso paspalho no rosto, feliz como um pinto na chuva! Cidade maravilhosa!