sexta-feira, julho 30, 2004

Vida no berço

Sei que minha audiência é majoritariamente solteira, mas não posso deixar de indicar um blog das antigas, de uma amiga das antigas (praticamente de quando eu estava no berço), casada com um amigo das antigas (meu e dela), e agora com um filhinho novinho em folha, o Arthur. Muito legal ter acesso a uma outra perspectiva de vida, ainda mais de alguém tão especial como a Dri. Cliquem no www.esquisitice.blogger.com.br e não vão se arrepender. E aproveitem pra conhecer o blog do próprio Arthur, http://zico.zip.net/, cujas notícias fresquinhas estão nas mal tecladas linhas do paizão Bruno. Tudo de bom procês, Arthur, Bruno e Dri!

I touch you once, I touch you twice

Ah, as maravilhas da internet! Não sei por que, hoje me lembrei de uma música breguinha, breguinha, de uma banda dos anos 80 chamada OMD - que significa, descobri agora graças ao Google, Orchestral Manoeuvres in the Dark. A tal da canção é If You Leave, parte da trilha sonora de A Garota de Rosa Shocking. Lembram? Com aquela ruivinha, a Molly Ringwald. As minhas pesquisas ainda me levaram a um site bem legal, sobre filmes dos anos 80: http://www.fast-rewind.com/. Vale a pena dar uma navegada lá.

Pois é, graças à nossa world wide web, baixei a música pro meu computador e estou curtindo agora. Podem rir da minha cara, mas adoro essa porcaria. Não consigo ouvir sem ficar com um sorriso bobo no rosto. Os versos são "fantásticos":

"If you leave, don't leave now
Please don't take my heart away
Promise me just one more night
Then we'll go our separate ways"

De uma poesia sem igual, não concordam? Mas o que eu mais gosto é quando o vocalista canta, com uma voz arrastada à la Wando: "I touch you once, I touch you twice". Espetacular! Não tem explicação gostar de uma música dessas, deve ser porque marcou uma época na minha vida, assim como o próprio filme e outros do gênero, como Clube dos Cinco, um clássico da adolescência, pau a pau com Curtindo a Vida Adoidado.

É isso, meus amigos. Lembranças, boas lembranças...

A Garota de Rosa Shocking

quarta-feira, julho 28, 2004

Não quero mais amigas

Calma, amigas já estabelecidas, não é com vocês! Deixem-me explicar: adoro amigas mulheres, com quem posso obter uma perspectiva feminina dos fatos e acontecimentos da vida e com quem, muitas vezes, tenho papos bem mais profundos do que com meus amigos homens. Acontece que já tenho muitas amigas, obrigado. E agora o que eu quero é uma namorada.

Como já conversei várias vezes com meu amigo coala perdido na Austrália, eu, assim como ele, tenho a característica de rapidamente ficar amigo da mulherada. Talvez porque nós dois não vejamos toda mulher como uma presa em potencial. Só que, uma vez amiga, se de repente você se interessar pela moça, as chances de rolar alguma coisa são menores ou iguais a zero. É como o sábio Joey, de Friends, disse certa vez para o Ross, num episódio da primeira temporada, sobre o interesse do rapaz pela Rachel: “It’s never gonna happen. You entered the friend’s zone”. Tradução quase simultânea: “Nunca vai rolar. Você entrou na região da amizade”. Tudo bem, o Ross acabou feliz para sempre com a Rachel, mas minha vida não é seriado da Warner, então não espero que um dia isso aconteça comigo.

Portanto, mulheres bonitas, inteligentes e divertidas que passarem pela minha frente, desculpem-me, mas não terão minha amizade. Agora, assim que uma de vocês aceitar beijos na boca, cinema agarradinho e todo o pacote de namoro, reabro as inscrições para amigas.

Ajudem um blog amigo

O pseudo-sueco Fredson Charlson, ainda um analfabeto digital, como ele próprio se define, resolveu entrar no mundo dos blogs. É um vírus que se espalha em ritmo alucinante, tal qual no seriado 24 Horas (alguém conhece, viu o último episódio da terceira temporada? Bom demais!). Só espero que não seja letal...
Voltando ao que interessa, Freddy agora divide seus pensamentos com a rede, e o cara escreve muito bem. Aliás, tenho vários amigos com textos deliciosos e coisas muito interessantes a dizer que hoje são blogueiros de carteirinha, e os links estão aí do lado pra quem quiser conferir. A começar por Paolita, que alisou os cabelos, mas não pintou de loiro e continua inteligentíssima, divertidíssima, profunda e quase sempre certeira em suas observações. Val e Aline fazem uma entrosada dupla de dois no vidadepolly, ou seja, você acessa um blog e ganha dois! E Fréééééédson Cháááááárlson entra na turma agora prometendo grandes emoções.
Aí, tem desculpa não, cliquem nos links e deliciem-se!

terça-feira, julho 27, 2004

Depressão, raiva

Puta que pariu!

É engraçado como, no meu caso, depressão e raiva andam juntas. Raiva do mundo, raiva de  mim, raiva de pessoas que me decepcionaram, tudo desembocando numa puta depressão. Raiva é um sentimento horroroso, que faz muito mais mal pra quem está com raiva do que pra quem a motivou.
Foda é controlar isso. Quem me conhece me considera um cara calmo, tranqüilo. Mas poucos já me viram com raiva. É uma merda. Eu fico me consumindo, tento esquecer, porque sei que é energia negativa, procuro desabafar, mas a porcaria insiste em ficar entalada, arranhando a garganta, machucando o coração.
Espero que, voltando agora a fazer terapia, eu descubra novos mecanismos pra lidar com isso. Mas confesso que me debato com esse problema há muito tempo e até agora não encontrei uma fórmula eficiente pra solucioná-lo.


segunda-feira, julho 26, 2004

Vamos celebrar!

Crash

Mais um trecho de música legal pra encerrar o dia. É da Dave Matthews Band, chama-se Two Step, do álbum Crash.

"Celebrate we will
Cause life is short but sweet for certain
We climb on two by two
To be sure these days continue"

Buenas noches!

Garçom, batata frita, um chope e um strike, por favor

Boliche é um dos melhores esportes do mundo. Um dos poucos em que o doping não só é autorizado como estimulado. Quanto mais chopes vão descendo, maior a diversão, melhor o desempenho. Sinuca também combina bem com cerveja, mas sou ruim pra caramba, então o negócio é pedir uma porção de fritas, um chope e... um strike.
Voltei há pouco do boliche copo sujo Lucky Strike, no final da Asa Norte. Nada de sapatinhos coloridos, as bolas totalmente deformadas, cordinhas pra levantar os pinos. Saudades do Venâncio 3000, onde nem cordinhas havia, só um cara lá atrás pegando os pinos e recolocando no lugar, alvo fácil pra bolas lançadas com precisão cirúrgica contra suas canelas. E, comprovando que os strikes são diretamente proporcionais à quantidade de álcool no sangue (ou inversamente proporcionais à quantidade de sangue no álcool), minha terceira e derradeira partida foi disparada a melhor. Terminei com três strikes seguidos, marcando incríveis 129 pontos - será que atingi o índice pras Olimpíadas de Atenas? Pena que meu grande amigo Camelo não estava lá pra eu dizer a célebre frase: "When you see the X, remember the King!".


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Inspiração

Lendo e relendo o blog Boas Meninas, da minha amiga Michele (o link tá aí do lado), acabei me inspirando para teclar minhas próprias baboseiras e colocá-las na web, a quem interessar possa. Valeu, Michele! Acessem o blog dela, é bacana. O meu é mais bonito, com textos mais inteligentes, mas dêem uma chance à moça, ela merece, hehehehe!

domingo, julho 25, 2004

Pra terminar o dia

Aí vai o trecho de uma música do Coldplay, "God put a smile upon your face", boa demais!

"Where do we go nobody knows
I've gotta say I'm on my way, down
God give me style and give me grace
God put a smile upon my face"

É, me diverti bastante nesse primeiro dia de blog. E aí, foi bom pra você?

Eu odeio Sex and the City

Carrie slut

Tô correndo sério risco de ser massacrado por uma turba de mulheres iradas, mas é verdade.
Nem sempre foi assim. Eu achava o seriado muito legal, embora nunca tenha acompanhado com regularidade. Mas já vi muitos episódios, desde a primeira temporada, e curtia bastante. Até que comecei a notar a "mensagem" que ele passa. Cara, quanta futilidade!
Podem argumentar que as personagens, no fundo, estão procurando um grande amor, uma pessoa com quem passar o resto da vida junto. Mas é preciso ser tão fútil no processo de busca? Pra mim, sinceramente, o seriado faz com que as mulheres se igualem aos homens no que temos de pior, que é essa atitude de querer sexo pelo sexo, fazer fila e encher o peito por já ter levado pra cama um monte de mulheres. Quantidade contando muito mais do que qualidade.
Não sou puritano, já tive boas doses de futilidade na minha vida e admito que é bom para o ego quando você "conquista" alguém, ainda mais se acaba levando esse alguém pra cama. Mas que conquista é essa? Normalmente rola numa balada, depois que os dois lados (ou pelo menos um) já estão bem calibrados, e um mal conhece o outro. No fundo, no fundo, um só está usando o outro.
Nada contra estar na guerra. Se você é solteiro e tá a fim de curtir, aproveite. E é óbvio que não vai namorar a primeira (ou o primeiro) que beijar na boca. Só que com esse espírito de futilidade que, acredito eu, tem contaminado nossa geração, você nem dá tempo pra saber se aquela pessoa vale a pena ou não, é certa pra você ou não. E o problema é que, no caminho, você acaba magoando outras pessoas. Assim, também não pode reclamar quando te magoarem. Não adianta culpar o outro, reclamar que todo mundo joga, todo mundo está na defensiva, não dá pra confiar, etc. A culpa é sua também. Estamos montando um círculo vicioso.
Provavelmente vou voltar a esse assunto várias e várias vezes. Pelo menos até achar a mulher da minha vida (esse é outro tema que dá pano pra manga: existe mesmo a mulher (ou o homem) da vida?). Aí não vou mais me preocupar com isso. Ou então se me convencerem do contrário e eu cair na guerra com a faca entre os dentes, hahahahaha!

Anorexia preguiçosa

Miojo

Quase seis horas da tarde e ainda não almocei. Tudo bem que só levantei às duas e meia da tarde. Até agora, comi apenas cinco biscoitos de chocolate Bono. Aproveito agora o intervalo de Brasil x Argentina (1 x 1, mas o Brasil tá jogando mal pra cacete!) pra esquentar uns nuggets e preparar um Miojo.
Como disse um grande amigo meu, vivo uma anorexia preguiçosa. Como não estou trabalhando - só fazendo escassos frilas e torcendo pra Câmara dos Deputados me chamar logo (passei no concurso pra imprensa escrita) -, meu horário de almoço não existe. Às vezes nem o almoço.
Sair pra comer é caro demais. Acabo apelando demais pro McDonald's aqui pertinho de casa. Por enquanto, o fenômeno Super Size Me não me afetou, até porque meu peso quase não muda, seja passando fome ou comendo demais.
Outro dia caí na besteira de comer um galeto. Gastei 19 reais, incluindo um Guaraná e os dez por cento. Comi bastante, mas sobrou um monte. E não podia fazer quentinha porque era rodízio. Idiota! Pô, 19 reais pra almoçar não dá! O problema é que qualquer porcaria que você come na rua sai pelo menos dez pilas, como dizem meus parentes gaúchos. Facada!
Comer em casa poderia ser a solução. Até gosto de cozinhar, já fiz curso de culinária natural, sei fazer sushi (modéstia à parte, delicioso!) e um bolo de banana maravilhoso, receita da minha mãe. Mas dá uma preguiça... E minha cozinha agora é minúscula, só de fazer um Miojo já enche a pia de louça suja.
Cozinhar toma tempo demais, e lavar a louça logo depois do rango é simplesmente impossível. Aí a pia vai enchendo, enchendo, e só quando você não tem mais copo, prato ou talher limpo é que toma vergonha de lavar a louça. Ou quando vai fazer Miojo de novo e precisa da sua única panela.
Ainda bem que tem a casinha de mamãe pra ir pelo menos uma vez por semana e lembrar o que é um almoço de verdade.

30 e contando

Aos 30 onde você está?
Quantas vezes o mundo girou
E aonde você chegou?
Eu não sei o que eu esperava
Só espero que faça sentido
Sou mais belo do que jamais fui
Sinto a vida pulsar bem mais forte
Sei da vida até mais do que quero
Meu caminho é só meu, certo ou não
Se eu amo ou se me desespero
Se estou cego ou se vejo além
Só desejo que os 30 que chegam
Sejam mais do que os 30 que foram
Sejam... o que for
Coração batendo, amor
Meu coração só bate por amor

Escrevi esse poema logo que completei 30 anos. Já estou com 31, e contando. Uns vão achar brega, piegas, outros vão gostar, se identificar. Assim é a vida, assim é minha vida. Pra mim, essa é a melhor maneira de iniciar meu blog. Não faço a mínima idéia de como ele vai continuar. Vou contando, contando, e vendo onde vai parar.